Fava da Silva
Meu umbigo está enterrado aqui
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Duração: 1 min 27 s

Transcrição
Meu umbigo está enterrado aqui. Fava da Silva, 2024. PVA e óleo sobre tela. 140 por 140 centímetros, políptico.
Pintura quadrada, em azul-petróleo, formada por quatro telas encostadas, que se encontram numa cruz fina no centro. No meio, uma grande poça de contorno ondulado, delineada por uma linha branca, com água turquesa e verde. Na metade de cima da poça, uma massa de raízes alaranjadas, grossas e entrelaçadas, lembra um manguezal visto de perto; entre elas, aparecem trechos de água escura e verde.
Na beira da água, dois pequenos caranguejos laranja carregam conchas brancas, e alguns búzios flutuam ao centro. No canto inferior esquerdo, refletido na água, um rosto de mulher, de pele esverdeada, cabelos escuros e cacheados e lábios vermelhos, olha para quem vê. Mais ao centro, à direita, há outro reflexo, apagado e verde.
Na borda direita, um cachorro grande, de pelo laranja-avermelhado, coleira azul-escura com uma pequena medalha e boca entreaberta, mostra os dentes e olha para baixo, na direção da poça; o corpo é cortado pela borda da tela. Em volta da poça, sobre o fundo azul, espalham-se dezenas de pegadas de pés descalços, brancas, azul-claras e uma verde, em várias direções. A tinta é espessa e forma relevo nas raízes.